O
site Ius Lusitaniae. Fontes Históricas do Direito Português
resulta de um projecto financiado pela Fundação para a Ciência
e a Tecnologia (MCTES) e pelo POCTI (POCTI/HAR/38328/2001), financiamento
esse comparticipado pelo Fundo Comunitário Europeu FEDER.
Através
da página Ius
Lusitaniae
é possível aceder a um conjunto muito significativo de fontes
jurídicas, com especial incidência no período compreendido
entre os séculos XV e XVIII. A par de uma panorâmica mais
geral, é igualmente possível encontrar, mediante uma pesquisa
ágil e precisa, informação sobre aspectos mais específicos
desse mesmo corpus.
O
Ius Lusitaniae disponibiliza mais de 30.000 páginas
digitalizadas e cerca de 17.000 normas (cartas régias, leis, alvarás,
decretos, etc.), pois contém, em formato digital, as seguintes
colecções:
• ALMEIDA,
Cândido Mendes de (org.), Codigo Philippino ou Ordenações
e Leis do Reino de Portugal recopiladas por mandado d'El-Rey D. Philippe
I, Rio de Janeiro, Tipografia do Instituto Filomático, 1870.
•
CARNEIRO, Manoel Borges, Resumo Chronológico das Leis mais
Uteis no Foro e Uso da Vida Civil, publicadas até ao presente anno
de 1818, 3 Tomos, Lisboa, Impressão Régia, 1818-1820.
•
Collecção Chronologica dos Assentos das Casas da Supplicação
e do Cível. Segunda edição, augmentada com 33 Assentos
(,,,), Coimbra, Na Real Imprensa da Universidade, 1817.
•
FIGUEIREDO, José Anastácio de (org.), Synopsis Chronologica
de Subsidios ainda os mais Raros para a Historia e Estudo Critico da Legislação
Portugueza, Lisboa, Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1790.
•
FREIRE, Pascoal de Melo, «Instituições de direito
civil português», Boletim do Ministério da Justiça,
155 (1966), 5; 156 (1966), 69; 161 (1966), 89; 162 (1967), 31; 163 (1967),
5; 164 (1967), 5; 165 (1967), 39; 166 (1967), 4;168 (1967), 27; 170 (1967),
89; 171 (1967), 68.
• FREITAS,
Joaquim Inácio de (org.), Collecção Chronologica
de Leis Extravagantes, Posteriores à Nova Compilação
das Ordenações do Reino, Publicadas em 1603, Coimbra,
Real Imprensa da Universidade, 1819.
• LIÃO,
Duarte Nunes do (org.), Leis Extravagantes e Repertório das
Ordenações, Lisboa, António Gonçalves,
1569.
• Ordenaçoens
do Senhor Rey D. Affonso V, Coimbra, Na Real Imprensa da Universidade,
1792 (Collecção da Legislação Antiga e Moderna
do Reino de Portugal. Parte I. Da Legislação Antiga).
•
Ordenaçoens do Senhor Rey D. Manuel, Coimbra, Real Imprensa
da Universidade, 1797.
• Ordenações
Del-Rei Dom Duarte, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian,
1988.
• Repertorio
das Ordenações, e Leis do Reino de Portugal, Coimbra, Real
Imprensa da Universidade, 1795 (Collecção da Legislação
Antiga e Moderna do Reino de Portugal. Parte II. Da Legislação
Moderna).
• RIBEIRO,
João Pedro (org.), Indice Chronologico Remissivo da Legislação
Portugueza Posterior à Publicação do Codigo Filippino
com hum Appendice, 2ª Impressão, Lisboa, Typografia da
Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1805.
• SANTARÉM,
3º Visconde de, ed. lit., Memórias e Alguns Documentos
para a História e Teoria das Côrtes Geraes que em Portugal
se Celebraram pelos Três Estados do Reino, Parte 1ª, Lisboa,
Imprensa de Portugal-Brasil, 1924.
• SILVA,
António Delgado da (org.), Collecção da Legislação
Portugueza desde a última Compilação das Ordenações,
Lisboa, Typografia Maigrense, 1828.
• SILVA,
João José da, Repertorio Alphabetico e Chronologico
ou Indice Remissivo da Legislação Ultramarina desde a epocha
das descobertas até 1882 inclusivé, 1ª edição,
Macau, Typographia do Seminario de S. José, 1886.
• SILVA,
José Justino de Andrade e (org.), Collecção Chronologica
da Legislação Portugueza, Lisboa, Imprensa de J. J.
A. Silva, 1854-1859.
• SILVA,
Nuno Espinosa Gomes da (org.), Livro das Leis e Posturas, Lisboa,
Universidade de Lisboa. Faculdade de Direito, 1971.
• SOUSA,
José Roberto M.C.C. e, Remissoens das Leys Novissimas, Decretos,
Avisos, e mais disposiçoens (...), Lisboa, Officina de João
Antonio da Silva, 1778.
• SOUSA,
José Roberto Monteiro de Campos Coelho e (org.), Systema, ou
Collecção dos Regimentos Reaes, Lisboa, Oficina de
Francisco Borges de Sousa, 1783.
Importa
assinalar que, nesta fase, se optou por digitalizar, apenas, a legislação
que se encontra publicada nas principais compilações, não
se contemplando, por agora, o vasto material – impresso e manuscrito
– disperso por vários arquivos. Esta decisão decorre,
fundamentalmente, de uma opção de trabalho, pois as colecções
manuscritas exigem um aturado trabalho de inventariação,
de transcrição e de indexação, tarefas que,
atendendo à sua dimensão, requerem meios de que este projecto
não dispunha. Esse material será, aliás, uma das
prioridades do futuro desenvolvimento desta base de dados.
Para
além disso, cumpre ter em conta que algumas das propostas iniciais
do projecto Ius Lusitaniae estão ainda a ser concretizadas:
- a classificação temática e tipológica está
actualmente a ser efectuada.
- o terreno do «Direito Ultramarino» ficou em grande medida
por contemplar.
- o Direito Canónico e, em particular, o Direito Eclesiástico,
têm uma presença demasiado reduzida no corpus que integra
o site Ius Lusitaniae.
Muito embora estas tarefas estejam ainda em fase de conclusão,
decidimos colocar o site on-line por considerarmos que se trata de um
instrumento relevante para a investigação na área
da história. Como é evidente, aguardamos sugestões
de alteração ou de correcção de eventuais
erros. Todas as mensagens deverão ser enviadas para a seguinte
direcção electrónica: ius_lusitaniae@fcsh.unl.pt
|